Torrente adormecida
Eu tinha uma casa no morro
Lá em cima, eu dormia, via o céu,
As estrelas, a torrente adormecida

Mas num dia o chão da minha casa
Se tornou terra molhada
De tanta chuva e lágrima que caía

Ninguém nos ajudou
Quando os nossos olhos
detalhavam súplicas

Precisei navegar com os meus filhos
Na tábua da minha casa desconstruída
Um pesadelo, um mundo distante, almas vazias
1 Response
  1. Trevisan Says:

    Será sonambula?... Ou apenas despertou...?!...


  • Pinto do Monteiro

    "poeta é um passarinho que quando tá na cadeia, sua pena fica feia, sente saudade do ninho, do calor do filhotinho, da fonte da imensidade, se come deixa a metade da ração que o dono bota, se canta esquece da nota, da canção da liberdade".

    Fernando Pessoa

    "O que eu penso duma vez nunca pode ser igual ao que eu penso doutra vez
    E deste modo eu vivo para que os outros saibam que vivem"
    ( Para Além Doutro Oceano de C[oelho] Pacheco)

    Clarice Lispector

    Escrever é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? assim: como se me lembrasse. Com um esforço de "memória", como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva. ( Lembrar-se)

    Shakespeare


    "Falai, mãos, por mim."

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